
Desde que a intenção de criar um consórcio entre a Ultragaz e Supergasbras foi apresentada, que envolveria o compartilhamento de suas infraestruturas, o setor de GLP tem sido agitado por essa proposta. Em uma declaração recente, o superintendente-geral do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Alexandre Barreto, ameaçou proibir que todas as distribuidoras que comercializam GLP compartilhem suas bases de envasamento e distribuição do gás GLP a granel.
Essa ameaça do superintendente surge como uma resposta à pressão exercida pelas concorrentes, sobretudo a Copagaz, e outras empresas que se manifestaram contra a parceria proposta entre a Ultragaz e a Supergasbras, incluindo a FETRAMICO (Federação Nacional Dos Trabalhadores No Comércio De Minérios E Derivados De Petróleo) e LINKGÁS TECNOLOGIA E INFORMAÇÃO.
As empresas opositoras apresentaram múltiplas evidências de que o consórcio proposto poderia prejudicar a concorrência saudável em um mercado já altamente concentrado. Além disso, elas argumentaram que o consórcio facilitaria significativamente a troca de informações sensíveis, o que poderia levar à formação de um cartel.
Contudo, Alexandre Barreto também argumenta que o compartilhamento de infraestruturas entre as empresas é uma prática comum no setor e, por esse motivo, ele aprovou o consórcio entre as duas grandes distribuidoras.
A decisão final sobre a parceria entre a Ultragaz e a Supergasbras será tomada pelo CADE no início de agosto. No entanto, o superintendente do órgão deixa claro que, se o consórcio for barrado, ele está disposto a tomar medidas que podem afetar o mercado do setor de GLP.



