Tribunal do CADE vai julgar consórcio entre Ultragaz e Supegasbras, após determinação de uma conselheira do orgão.

A intenção da Ultragaz, Bahiana, Supergasbras e Minasgas em criar um consórcio, onde compartilhariam várias bases espalhadas pelo território nacional, se iniciou em meados de 2022. Vários especialistas apontam que estas empresas juntas, teriam mais de 50% de mercado, em alguns estados do país, e mesmo assim o consórcio havia sido aprovado pelo superintendente do CADE. Esta aprovação pela superintendência funciona como uma primeira instância do órgão.
Várias empresas já haviam se posicionado contrárias ao consórcio, entre elas a COPA ENERGIA(Copagaz e Liquigás), a FETRAMICO e a LINKGÁS TECNOLOGIA E INFORMAÇÃO, apresentando várias evidências de que o pretendido consórcio poderia afetar a livre concorrência em um mercado que já é altamente concentrado dentre muito poucas empresas, e que o consórcio facilitaria e muito a troca de informações sensíveis, que poderiam resultar na formação de um cartel.
Diante de tantas manifestações contrárias, inclusive com um ofício do Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, uma conselheira do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que é o órgão antitruste, determinou que o caso fosse julgado pelo tribunal do CADE. Com isto feito, o consórcio vai continuar no papel, aguardando a decisão do colegiado.



